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tons de cinza. Policiamento Ostensivo.

É a modalidade de exercício da atividade policial desenvolvida intencionalmente à mostra, visível — em contraposição ao policiamento velado, secreto. Caracteriza-se pela evidência do trabalho da polícia à população, pelo uso de viaturas caracterizadas, uniformes, ou até mesmo distintivos capazes de tornar os agentes policiais identificáveis a todos. A atividade de policiar consiste resumidamente em fiscalizar comportamentos e atividades, regular, ou manter a ordem pública, reprimindo crimes, contravenções, infrações de trânsito etc., zelando pelo respeito à legislação pelos indivíduos.

Tal modalidade de policiamento tem por objetivo principal atingir visibilidade à população, proporcionando o desestímulo de infrações à lei e a sensação de segurança (prevenção a infrações legais e profilaxia criminal), por demonstrar a força e a presença estatal, além de proporcionar segurança aos próprios agentes em diligências (repressão).

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A narrativa visual dos trípticos, do díptico ou das fotografias leva-nos por vezes a observar por de trás de um muro cinza formado pela polícia e seus aparatos bélicos, letais, fatais. Para além dos tons de cinzas, o que mais posso ver? Por vezes lhe coloca pequeno diante do contingente excessivo de policiais, demonstrando de fato a força do Estado perante o cidadão.

O ensaio procura as frestas, a luz que rompe, as rachaduras que esse muro cinza coloca-se aos olhos, ensaia e convida o expectador a olhar mais de perto, e questiona ­­­­­­– o que queremos enxergar através dele? Ou quem são esses que organizados se fazem força bruta e desigual? Porque se escondem atrás de fardas e escudos? Essa ostensividade traz-lhe uma sensação de segurança ou insegurança?

policia_ostensiva_11 _MG_3728 _MG_0190_2272 copy As fotografias foram feitas em janeiro e fevereiro de 2015. ©fernandoBanzi ____________ ensaio selecionado para o fetival de fotografia Paraty em Foco 2015.

  • pipa, papagaio, cafifa, quadrado, piposa, pandorga, arraia, pepeta.

O fazer, ocupar a mão e a cabeça na construção de um objeto que ocupa o ar, preenche o espaço, a cabeça com pipas desbicando, comanda a mão, a mão ocupada, a pipa no ar e o pé na terra. O ensaio propõe a pipa como alegoria e peça importante no pertencimento do individuo em uma sociedade.

O Omipipa - deixou sua cidade natal no interior do estado, para um período de recuperação, afim de mudar alguns hábitos. Participando do movimento, topa conviver em um espaço criativo e plural, na margem da cidade, a Piparia, local esse que se encontra no Morro do Querosene zona oeste de São Paulo, onde se desenvolve atividades culturais, educacionais, oficinas de culinária, pipa, serigrafia.

A convite do mestre-pipeiro fotografei as coloridas pipas com seus diversos desenhos e esse novo espaço de vivência.


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Texto: André Lom Russo_Fernando Bnazi // Fotografia: ©Fernando Banzi Link - PIPARIA

Meu pai me disse certa vez que, temos duas orelhas e uma só boca, justamente para escutar mais e falar menos.

Felipe e eu viajamos 936 km de São Paulo à Paraguaçu Paulista (ida-volta) para rever a família Paz, a pequena cadela Penny Lane, assistir as quartas de final da copa do mundo (Brasil x Chile) e conversar em silêncio. As fotografias aqui apresentadas por vezes procura estar ou buscar o silêncio, mesmo preenchidas com pessoas e objetos, pelo simples exercício de escutar mais o que ou quem chega aos olhos, proporcionando o espaço para o contemplar.

  • veja as fotografias em silêncio.

fotografia: ©fernando Banzi